O Ibovespa avançou mais de 3% e ultrapassou os 105 mil pontos nesta terça-feira (11), enquanto o dólar recuava 1,10%, sendo negociado a R$ 5,010. Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a cair 1,49%, a R$ 4,990, ficando abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 2 de fevereiro.
Essa movimentação foi influenciada por uma combinação de redução de temores fiscais locais, dados de inflação abaixo do esperado e um cenário externo favorável a ativos de risco. Investidores estão analisando os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que registrou uma desaceleração para 0,71%, com um acumulado de 4,65% nos últimos 12 meses.
Os investidores também aguardam a divulgação de dados de inflação dos EUA, que serão publicados na quarta-feira (12) e podem fornecer informações sobre a política monetária do Federal Reserve. Além disso, estão atentos à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China e novos detalhes sobre a nova regra fiscal.
No contexto global, os mercados estão otimistas em relação à recuperação econômica e à diminuição dos impactos econômicos sofridos por grandes bancos e impulsionados pelo avanço do fim da pandemia e reabertura de setores da economia em diversos países. A perspectiva de um crescimento econômico sólido também contribui para o desempenho positivo dos mercados emergentes, como o Brasil.
Entretanto, os investidores continuam monitorando os possíveis efeitos das tensões geopolíticas e comerciais, especialmente entre os Estados Unidos e a China. Além disso, questões relacionadas à sustentabilidade das dívidas públicas e à política fiscal, tanto no Brasil quanto em outros países, podem gerar volatilidade nos mercados financeiros.
No Brasil, a evolução das discussões sobre reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, e o avanço de medidas que visam o equilíbrio das contas públicas são fatores que podem influenciar o comportamento do Ibovespa e da taxa de câmbio nos próximos meses. Investidores também estarão atentos aos desdobramentos políticos e às eleições presidenciais de 2022, que podem afetar o ambiente econômico e o sentimento dos investidores no país.
