O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ontem, em um evento em uma igreja na Flórida, nos Estados Unidos, que pretende voltar ao Brasil “nas próximas semanas” e disse que a “missão não acabou” com o país. Ele, porém, não falou qual seria a data exata para o retorno. Bolsonaro está nos EUA desde 31 de dezembro e no final de janeiro, ele deu entrada em um pedido de visto de turista, o que permitiria ficar no país legalmente por mais seis meses.
Durante o evento, Bolsonaro voltou a comentar sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), colocando em dúvida o resultado da eleição do ano passado, sem apresentar provas. Ele também criticou o governo atual que, segundo ele, não quer ajudar a população indígena, mas somente defender interesses que existem na região.
O ex-presidente falou que a sua missão ainda não acabou, e que não importa o que venha a acontecer com ele, a direita nacional irá se fortalecer e voltar. Ele chamou os suspeitos presos pelos ataques de 8 de janeiro de “presos políticos”. Embora tenha lamentado a depredação do patrimônio público, ele disse que a grande maioria dos presos não tem culpa de nada e que não é justo o que está acontecendo com essas pessoas.
Em uma palestra de quase uma hora, Bolsonaro também falou sobre a morte de emas da Presidência da República, o sumiço de moedas do espelho d’água do Palácio da Alvorada e os gastos com o cartão corporativo. Ele ironizou a polêmica das moedas, afirmando que a mídia estava acusando ele e sua esposa por terem roubado R$ 2.200 em moedas, que na verdade foram doadas para uma instituição de caridade. Ainda adicionou que, no seu cartão corporativo de uso pessoal nenhum centavo se quer vou retirado como saque.
Bolsonaro afirmou que mesmo que esteja bem em qualquer lugar do mundo, nada é melhor do que a terra natal, e que todos têm parentes e amigos no Brasil. Ele disse que pretende voltar ao país nas próximas semanas e que a saudade bate no peito de todos. Ele afirmou que ainda não há uma liderança da direita nacional, apenas regional, mas que eles irão se fortalecer e voltar.
Por fim, o ex-presidente afirmou que é muito gratificante a forma como seus apoiadores o tratam ao redor do mundo, e que isso não tem preço. Contudo, ele reforçou que o Brasil é um país fantástico e que deseja voltar o quanto antes para a sua terra natal.
