Uma noite de carnaval terminou em tragédia na praia de Mauá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Durante a passagem do bloco das Piranhas, no domingo (19), tiros foram disparados e duas pessoas morreram. A menina Maria Eduarda Carvalho Martins, de apenas 9 anos, e a técnica em radiologia Gabriela Carvalho de Alvarenga, de 35 anos, foram atingidas. De acordo com a Polícia Civil, outras 15 pessoas ficaram feridas, incluindo um policial civil que reagiu ao ataque. O autor dos disparos também se feriu e foi preso em flagrante por homicídio e tentativa de homicídio. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense está investigando o caso.
O policial civil ferido foi identificado como Rodolfo Paulo de Brito Santos, que levou um tiro na barriga e está em estado grave no Hospital Adão Pereira Nunes. Flávio Serafim da Silva Júnior, conhecido como Bu, também está internado no mesmo hospital, sob custódia da polícia. Ele seria ligado a um grupo de milicianos que atua na região de Magé.
Testemunhas relataram que a confusão teria começado por causa de uma discussão sobre quem ocuparia primeiro um banheiro químico instalado na praia para atender aos foliões. O tiroteio deixou 15 pessoas feridas, todas vítimas de perfurações por arma de fogo. Algumas foram liberadas após atendimento e outras seguem internadas.
Diante da tragédia, a prefeitura de Magé decretou luto oficial de três dias e proibiu concentrações e desfiles de blocos em todo o município. As secretarias de Saúde, Assistência Social e Segurança e Ordem Pública estão oferecendo todo o suporte necessário para as vítimas e seus familiares.
O caso chocou a população e acendeu o alerta para a segurança durante o carnaval na região. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense segue investigando para identificar e punir os responsáveis pelo ataque, garantindo que a justiça seja feita. Ainda que a festividade de carnaval seja um momento de celebração, é importante lembrar que a violência não pode ser tolerada em nenhum momento ou lugar.
